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Sobre Parasitas (solo)

Mensagem por Ammy em Seg Nov 26, 2012 6:11 pm

A rua do calcadão estava animada como de costume.
A imensa calçada (e portanto o nome) que cortava uma grande área da cidade possuía vendedores ambulantes, lojinhas de bugigangas para todos os lados. Sem falar claro, nas lojas maiores à esquerda e direita da calçada. Mercadinho? Checado. Revistaria? Checado. Lojinha de brinquedos? Checado. Quitanda? Confere. Padaria? Também. Empório de roupas barateiro? Ali.

Papelaria?
"Com licença."
A estreita lojinha que se estendia longamente ali. Um balcão de madeira cortava toda a extensão dela à esquerda, aonde estavam os funcionários. E à direita, uma longa prateleira com diversos artigos.
Uma placa em madeira com os dizeres "Papercraft" em diversas cores permeava a entrada.
"Quanto está o pote médio de tinta da Old Holland?"
"1.600 ienes"
ouch, Chou pensou, aquilo era uma facada. Era bom que fosse decente mesmo. Ela vagou os olhos pelo catálogo de cores. O azul ultra marinho era bonito... Mas ela provavelmente conseguiria reproduzir a cor mais escura misturando alguma coisa com aquele outro tom de azul ali... "P... *pausa* Pitha--" que diabos? "Azul Phithalocianídeo e Branco Zinco*?" "...Esse mesmo." ela confirmou, enquanto esperava ele alcançar um pote da cor de azul vivo da prateleira. Ela se perguntou brevemente quem raios inventava aqueles nomes para as tonalidades de tintas.
"Mais alguma coisa?"
"Um esfregão. Yasutomo está ótimo." vamos economizar no pincel, pelo menos...
"Um momento."

Ela saiu alguns minutos depois dali com uma pesada sacola contendo a pequena lata de tinta, um pincel, e uma tela embalada em papel barato. E os bolsos bem mais leves.
"...Hora de voltar para casa." ela virou a esquina, caminhando lentamente para não esbarrar nas pessoas fazendo compras ao redor. A estação de metrô ficava à cinco quadras dali... Não era um problema caminhar até lá. Ela olhou para os lados e atravessou a ruela estreita repleta de carros, ainda tomando o cuidado de não bater em ninguém. Não parece, mas ser acidentalmente acertado pela quina de um quadro dói. Bastante.
Ela olhou a multidão à frente, ocupada em traçar uma rota...
Ela viu a mão de alguém deslizar silenciosamente aonde não devia... Na bolsa de alguém andando distraído à alguns metros à frente.
Era uma segunda natureza haverem ladrões em mercados lotados. Era como esperar que não houvessem moscas ao redor de comida estragada.
"...Que se dane!" ela xingou baixinho e começou a andar mais rápido para alcançar o salafrário. Ele já começava a andar na direção oposta com um pequeno bolo de notas na mão... Ou seja, indo na direção dela. Ele arregalou os olhos apenas a dois passos dela, quando viu que ela estava decididamente andando na direção dele e não apenas seguindo com a multidão.

PAFT

Um barulho seco de um cruzado cortou o ar. O homem esquivou e tentou revidar com outro soco. A multidão se afastou em um círculo, assustada. Ou talvez, excitada "O que houve?" "Por que ela deu um soco nele?" "Uwaa... O que foi isso?!" "Briga! Briga!"
Quase literalmente arremessando a sacola no chão para ganhar alguma vantagem, ela preparou um soco maior, aproveitando que agora não havia ninguém ao redor que ela pudesse acertar por acidente. Ela errou. "Droga, muito rápido...!" ela se esforçou para esquivar uma sequência de socos e passaram silvando perto dela. Ela não podia chegar perto demais... Alguma coisa dizia que se ela fosse agarrada por aquele sujeito, seria o fim. Só havia uma coisa a fazer...
Isso só vai funcionar uma vez... Ela se preparou fisicamente para o pior e rezou para que alguém ao redor viesse em seu apuro caso isso não funcionasse...
Ela se pôs em prontidão e mirou um soco na clavícula dele. Ele aparou o golpe com a mão.
"Ahá! Peguei !" ele disse, apanhando a mão dela no ar.
...E um segundo curto com a mão direita num local bem específico, muito abaixo.
"Diafragma...!*"
"Off...!"
Ele cambaleou para trás quando, todo o ar se esvaindo de seus pulmões. Ela havia comprado o tempo que precisava. Aquele homem era forte. Ela provavelmente não iria ganhar dele em uma luta solo, a menos que usasse toda a sua energia. E isso era perigoso, muito perigoso... Portanto... Naqueles três segundos que ela havia arranjado para respirar...
Ela precisava virar outros braços ao seu favor...
Hora de usar a cabeça ao invés da força.
"...Devolva." ela disse alto suficiente para que todos ouvissem. O ladrão engoliu em seco. "Eu não me lembro de ter mirado em sua orelha para você estar surdo. Oi. Devolva a porcaria do dinheiro que você roubou. Agora." um burburinho se formou das pessoas ao redor. Dinheiro? Aquele ali era um ladrão? Todos os olhos se colaram no sujeito no chão. Alguns deles pareciam faiscar. "...Parece que eu estou brincando pra você!? Oi, sujeito com a camisa laranja!" ela berrou para alguém na multidão que apontou para si mesmo como se dizendo E-Eu? "Entre no plaza e chame um segurança aqui. Agora. Ninguém deixe esse cara sair desse círculo, me ouviram?!" "E-Espere! Espere! Eu devolvo o dinheiro! Eu devolvo! Aqui. Tome!" ele trincou os dentes Merda... e tirou um bolo de notas do bolso e pôs elas no chão, provavelmente apavorado com a perspectiva de ir para a prisão.
Ele podia ganhar da menina à frente dele. Provavelmente com facilidade.
Mas não de uma massa de pessoas como as que haviam ao redor redor.

Ela olhou para ele com nojo.
Ali no chão, ele parecia um verme.
Ou um parasita. Isso mesmo. Um parasita que sugava o dinheiro dos outros...
"...Suma."
Ele fez exatamente isso. Bom, mais ou menos. Ela ouviu alguém no meio da multidão tentar bater nele também quando ele tentou fugir. Ela decidiu que não tinha tempo o suficiente para ver se ele iria à lona ou se conseguiria escapar da fúria de alguns revoltados. Cada segundo ali era um segundo a menos para achar a pessoa que havia perdido o dinheiro. Ela começou a contar entre os dedos as notas... 500... 10000... Droga, 12.000 ienes*. Ela calculou mentalmente o pânico em que ela mesma se sentiria se uma quantidade tão absurda de seu dinheiro tivesse evaporado de sua bolsa. Ela tinha que achar aquele cara. Rápido.

Deixe-me ver... Cabelo castanho... Camiseta preta... Bolsa... Oh sim. Era uma bolsa importada. Adidas, certo?

Ela agarrou a sacola e começou a correr. Ela esperava não ter perdido muito tempo na confusão.

A multidão, meio entusiasmada, meio enfurecida pelas suas palavras havia lhe comprado alguns preciosos minutos extras.
Ela virou a esquina e quase esbarrou com alguém...
"Oops, desculpe! Eu realmente estou com pressa, sinto muito!"

Por favor não esteja longe...



/*Tópico encerrado*/




*Azul Phithalocianídeo e Branco Zinco: Acredite. Isso existe. As marcas de tintura inventam umas cores bem estranhas. Você pode encontrar uma tabela contendo diversas cores de tinta à óleo aqui (incluindo essa com nome... er... peculiar)
*Diafragma: Músculo localizado na fronteira entre o tórax o abdômen, que não é completamente ocultado pelos ossos das costelas. Ele é responsável por controlar a respiração humana, contraindo e expandindo para empurrar o ar para dentro e fora dos pulmões.
12 000 ienes: Aproximadamente 300 reais.



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