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Mensagem por A Sala de Veludo em Qui Nov 15, 2012 11:16 pm

Era noite. Muito, muito tarde da noite.
Era óbvio pela luz da lua cheia acima, visível pelo teto de vidro.

A estação central de metrô, sempre fervilhante independentemente do horário, se encontrava vazia. Tão vazia, de fato, que era possível claramente ouvir a própria respiração saindo pelo nariz...Formando pequenas nuvens por causa do ar gélido. As colunas brancas, ainda repletas de propagandas descascadas, eram as únicas coisas coloridas em meio ao saguão de embarque. O café local e a lancheria aonde as pessoas seguidamente iam estavam não apenas vazios: estavam fechados, lacrados, e a luz interna desligada. Até mesmo as placas coloridas com nomes de lojas mais adiantes estavam desligados. Aliás... Olhando bem, com exceção à duas luzes brancas muito perto do trilho do trem, todas as demais luzes estavam vazias. O local se tornava assustadoramente mais escuro à medida em que se aproximava da escadaria que levava à superfície.

De alguma forma... Você estava dentro da plataforma de embarque à noite. E ela estava fantasmagoricamente silenciosa por algum motivo.

O barulho dos passos ecoavam contra o piso de cerâmica alto pelo longo e largo corredor, era possível até mesmo ouvir o creck creck do atrito entre o solado dos calçados e o chão antiderrapante. Os assentos ao redor faziam um barulho de plástico alto caso alguém quisesse sentar. Talvez eles estivessem estragados... Ou talvez estivesse simplesmente quieto por ali. Quieto demais... Até que... Um som familiar começa a invadir o local, saindo da boca do túnel...

No início, era apenas uma luz saindo do túnel e um clang metálico e repetitivo...
...Então par de faróis azuis iluminaram bruscamente o local vazio e um trem, seguido por diversos vagões metálicos cortou a plataforma. O som da sua chegada parecendo ainda mais amplificado no estranho silêncio do local. Era um trem azul marinho, polido até a exaustão. Era até possível ver o próprio reflexo em sua lataria. Parecia novo em folha. Toda a extensão externa dele era cortada por uma série de luzes, também azuis. Elas subitamente deixaram uma pequena área próxima ao vagão mais clara ao se acenderem quando ele começou a desacelerar. Por um segundo, parecia que a fraca iluminação interna estava piscando... Era possível ver vultos dentro do trem.

RRRRRRRRRRRRrrrrrrr..rriiiiiiiiiiiinch...

Com o barulho de atrito de metal contra metal, ele lentamente parou.
Uma frase passou a ser visível quando um vagão deslizou lentamente à frente:

"THE VELVET TRAIN", estava escrito em grandes, floreadas letras douradas.

A porta logo ao lado da frase deslizou para o lado, como se convidando-o à entrar.

Restava saber se ele teria a coragem de fazê-lo ou não...
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por Darkaos em Dom Nov 18, 2012 5:39 pm

Era muito estranho ver aquele lugar completamente deserto, a estação de trem não era o lugar mais frequentado pelo menino mas ainda sim das poucas vezes que ele esteve naquele lugar sabia que era um ambiente alucinante, poderia deixar qualquer um zonzo de tantas pessoas que por ali passavam todos os dias, um ambiente fervilhante e sempre muito barulhento, mas que nesse momento aparentava ser tão sombrio e escuro que fariam qualquer um sentir um arrepio na espinha.

"É tão estranho isso tudo, o lugar mais movimentado depois de Kyon parado como uma cidade fantasma, e por que eu me sinto tão leve, eu devo estar sonhando."

Naquele momento o som de um trem começa a invadir o ambiente, começando como um sussurro mas que cresce até parecer com o som de várias arvores caindo, ou um terremoto ao se aproximar, Um grande trem bem semelhante aos outros das linhas convencionais acabara de chegar fazendo muito mais barulho do que o normal, ou era só o silencio mórbido do lugar que dava essa impressão, afinal mesmo o som de seus passos eram como trovoadas rápidas graças ao som ríspido dos tênis pisando contra o anti derrapante do solo de concreto.

Era um trem azul marinho, polido até a exaustão. Era até possível ver o próprio reflexo em sua lataria. Parecia novo em folha. Toda a extensão externa dele era cortada por uma série de luzes, também azuis. Elas subitamente deixaram uma pequena área próxima ao vagão mais clara ao se acenderem quando ele começou a desacelerar. Por um segundo, parecia que a fraca iluminação interna estava piscando... Era possível ver vultos dentro do trem.

RRRRRRRRRRRRrrrrrrr..rriiiiiiiiiiiinch...

Com o barulho de atrito de metal contra metal, ele lentamente parou.
Uma frase passou a ser visível quando um vagão deslizou lentamente à frente:

"THE VELVET TRAIN", estava escrito em grandes, floreadas letras douradas.

Não se conseguia ver quase nada do interior do vagão através da porta, mas era um trem tão belo que mesmo naquele ambiente assustador parecia muito natural, havia um tipo de magnetismo inebriante naquilo. Trevor se sentia como sendo conduzido inconscientemente ao nirvana ou qualquer outro paraíso de qualquer outra religião, o toque gelado do metal azul translucido foi a unica coisa que o fez despertar do transe... Em sonhos não se tem consciência de quente ou frio. A não ser que alguém estivesse colocando sua mão enquanto estivesse acordado em um copo com gelo, mas isso não o faria acordar?
Eram muitas perguntas, mas nenhuma conseguiria ser respondida apenas ficando parado a olhar aquele monumento ao transporte, "Ficar só olhando não vai me levar a lugar nenhum...só espero que esse tal velvet train não seja só sonho ou vou acabar muito decepcionado."
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por A Sala de Veludo em Dom Nov 18, 2012 7:12 pm

O trem aguardou pacientemente que ele entrasse, como se tivesse vontade própria, e então a porta deslizou quase que completamente silenciosa de volta ao seu lugar original. O interior era bastante moderno, meticulosamente limpo, e exalava a mesma aura de novo que o exterior. Um breve tranco inicial e então o trem começou a voltar a acelerar normalmente para entrar outra vez no túnel subterrâneo.

As luzes piscaram violentamente na boca de entrada e silenciaram por completo... Mas então, uma nova e fraca iluminação começa a surgir... Surpreendentemente, não no interior do trem, mas do lado de fora. Aparentemente, o túnel aonde vocês entraram possui algum tipo de iluminação interna. Uma série de luzes nas paredes ilumina o interior do trem em intervalos. Cada vez que uma delas que cruzava pelas janelas, um breve clarão iluminava dentro do vagão. Pela velocidade com o qual elas passam era possível ter a impressão que o trem estava indo muito rápido... Para alguém lá dentro, era quase como se o mundo estivesse piscando. Escuro. Claro. Escuro de novo. Ninguém naquele vagão.

...Ou não.
Dois pares de olhos, imóveis, amarelos e brilhantes se tornaram visíveis.

Num piscar de luz era possível ver à quem pertenciam os olhos no escuro. Haviam duas silhuetas humanas, com roupas normais, dentro do trem, sentadas, imóveis... Mas nem de perto elas pareciam seres humanos de verdade. Elas eram... Negras. Como se alguém tivesse meticulosamente pintado-as com tinta preta... Nenhuma surpresa que não fosse possível percebê-las na iluminação fraca. Elas pareciam feitas de alguma substância lustrosa. Seus olhos eram de um amarelo brilhante, quase predatório... Elas viravam maquinalmente os pescoços para observar o mais novo passageiro do trem, no mais absoluto silêncio.

---

Depois de diversos minutos sem dar nenhum sinal de parar em qualquer estação alguma coisa começou a estalar. Literalmente. Havia uma porta. Provavelmente a porta que permitia o trânsito entre um vagão e outro. Alguém parecia estar mexendo na maçaneta dela, produzindo estalidos metálicos. Após alguma insistência, como se alguém la dentro estivesse ocupado destravando um cadeado atrás do outro, ela cedeu. Uma lufada de ar frio saiu da pequena abertura, como se alguém lá dentro tivesse decidido ligar o ar condicionado há um bom tempo e uma fraca melodia pode ser ouvida, saindo de algum lugar lá dentro...



Um crescente de uma luz forte e fracamente azulada invadiu o local à medida que a porta se abria, ofuscando a visão de qualquer um que estivesse presente. Uma leve, fraca névoa invadiu o local. As criaturas negras pareciam não perceberem, e permaneceram com seus olhos colados no passageiro novo, indiferentes à quem estava atrás delas.

Uma figura surgiu no arco da porta. Um homem.
Os olhos deles eram de um amarelo ainda mais brilhante do que o das criaturas negras parecendo, literalmente, brilharem na escuridão... O cabelo, meticulosamente penteado, era de um loiro quase branco que parecia formar quase um halo por causa da iluminação atrás dele. Ele usava um terno azul marinho e negro, com abotoaduras douradas, cujo tamanho parecia ter sido perfeitamente ajustado para o dono. Ele também usava um quepe na cabeça nas mesmas cores do terno, este ostentando um brasão dourado com um "V".
Spoiler:

Ele permaneceu em silêncio um par de segundos, como se avaliando quem era a pessoa à frente dele, antes de falar em um tom de voz um tanto quanto formal:
"...Hazegawa Trevor." a voz soava mais como uma afirmação do que uma pergunta. Ele continuou quase imediatamente como se não estivesse, de fato, esperando uma resposta. "Seja muitíssimo bem-vindo ao Velvet Train. Meu nome é Theodore, e sou um dos funcionários à bordo deste veículo." ele faz uma reverência elegante "Meu mestre espera recebê-lo prontamente no lounge com seus cumprimentos. Por favor, acompanhe-me..."

Ele piscou um par de vezes e girou para entrar novamente no vagão enevoado. Lá dentro era... Surpreendentemente claro. Ou talvez fosse apenas porque todo o restante do trem estava escuro. Apesar da sensação de limpeza ainda estar presente havia uma pichação em negro na parede do vagão, provavelmente feita por um vândalo... As luzes pareciam estar funcionando direito ali, pelo menos.

Ele seguiu andando, os sapatos negros mal estalando contra o piso, e então bateu numa segunda porta ao final do vagão. Esta fora completamente pintada de um tom de azul marinho, como seu uniforme, e possuía um grande 'V' dourado em alto relevo. Ele se afastou meio passo para trás de maneira polida e ajustou a gravata por um breve momento, enquanto esperava alguém lá dentro atendê-lo.
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por Darkaos em Qua Nov 21, 2012 6:13 pm

O trem aguardou pacientemente que ele entrasse, como se tivesse vontade própria, e então a porta deslizou quase que completamente silenciosa de volta ao seu lugar original. O interior era bastante moderno, meticulosamente limpo, e exalava a mesma aura de novo que o exterior. Um breve tranco inicial e então o trem começou a voltar a acelerar normalmente para entrar outra vez no túnel subterrâneo, aquilo assustara um pouco a Trevor mas ele se manti firme com o pensamento "Agora sei oque Alice sentiu quando entrou na toca do coelho." ele tinha quase certeza que era tudo real por mis que tudo fosse aparentemente impressionante demais para a realidade.

As luzes piscaram violentamente na boca de entrada e silenciaram por completo... Mas então, uma nova e fraca iluminação começa a surgir... Surpreendentemente, não no interior do trem, mas do lado de fora. Aparentemente, o túnel aonde vocês entraram possui algum tipo de iluminação interna. Uma série de luzes nas paredes ilumina o interior do trem em intervalos. Cada vez que uma delas que cruzava pelas janelas, um breve clarão iluminava dentro do vagão, havia alguém naquele vagão ou não, dois pares de olhos, imóveis, amarelos e brilhantes se tornaram visíveis.

Num piscar de luz era possível ver à quem pertenciam os olhos no escuro. Haviam duas silhuetas humanas, com roupas normais, dentro do trem, sentadas, imóveis... Mas nem de perto elas pareciam seres humanos de verdade. Elas eram... Negras. Como se alguém tivesse meticulosamente pintado-as com tinta preta... Nenhuma surpresa que não fosse possível percebê-las na iluminação fraca. Elas pareciam feitas de alguma substância lustrosa. Seus olhos eram de um amarelo brilhante, quase predatório... Elas viravam maquinalmente os pescoços para observar o mais novo passageiro do trem, no mais absoluto silêncio.

Era um pouco constrangedor ter tantos olhos virados na própria direção, mas aquilo aliviara m pouco o menino que agora sabia que era um sonho, ou de nenhuma outra maneira aquilo tudo seria possível, mas por que aquilo era tão real?

Depois de diversos minutos sem dar nenhum sinal de parar em qualquer estação alguma coisa começou a estalar. Literalmente. Havia uma porta. Provavelmente a porta que permitia o trânsito entre um vagão e outro. Alguém parecia estar mexendo na maçaneta dela, produzindo estalidos metálicos. Após alguma insistência, como se alguém la dentro estivesse ocupado destravando um cadeado atrás do outro, ela cedeu. Uma lufada de ar frio saiu da pequena abertura, como se alguém lá dentro tivesse decidido ligar o ar condicionado há um bom tempo e uma fraca melodia pode ser ouvida, saindo de algum lugar lá dentro...
Um crescente de uma luz forte e fracamente azulada invadiu o local à medida que a porta se abria, ofuscando a visão de qualquer um que estivesse presente. Uma leve, fraca névoa invadiu o local. As criaturas negras pareciam não perceberem, e permaneceram com seus olhos colados no passageiro novo, indiferentes à quem estava atrás delas.

Uma figura surgiu no arco da porta. Um homem.
Os olhos deles eram de um amarelo ainda mais brilhante do que o das criaturas negras parecendo, literalmente, brilharem na escuridão... O cabelo, meticulosamente penteado, era de um loiro quase branco que parecia formar quase um halo por causa da iluminação atrás dele. Ele usava um terno azul marinho e negro, com abotoaduras douradas, cujo tamanho parecia ter sido perfeitamente ajustado para o dono. Ele também usava um quepe na cabeça nas mesmas cores do terno, este ostentando um brasão dourado com um "V".
Aquele vislumbre de ser humano fez Hazegawa se sentir como ao ver um astro de hollywood, era um homem de porte fino como ele nunca vira pessoalmente mas ao mesmo tempo aparentava não ter mais do que dezenove anos, aqulo o fez bambear as pernas um breve segundo mas logo se recuperou "estando eu em um sonho seria esse garoto o meu objetivo aqui, se sim então etou começando a gostar." os pensamentos pervertidos dele em relação a que aparecera eram imagem de que ele não ligava em nada para as criaturas escuras no vagão.

"...Hazegawa Trevor." a voz soava mais como uma afirmação do que uma pergunta. Ele continuou quase imediatamente como se não estivesse, de fato, esperando uma resposta. "Seja muitíssimo bem-vindo ao Velvet Train. Meu nome é Theodore, e sou um dos funcionários à bordo deste veículo." ele faz uma reverência elegante "Meu mestre espera recebê-lo prontamente no lounge com seus cumprimentos. Por favor, acompanhe-me..."

Ele piscou um par de vezes e girou para entrar novamente no vagão enevoado. Lá dentro era... Surpreendentemente claro. Ou talvez fosse apenas porque todo o restante do trem estava escuro. Apesar da sensação de limpeza ainda estar presente havia uma pichação em negro na parede do vagão, provavelmente feita por um vândalo, "Incrível, mesmo em sonhos até as coisas mais bonias são vandalizadas."

As luzes pareciam estar funcionando direito ali pelo menos, ele seguiu andando, os sapatos negros mal estalando contra o piso, e então bateu numa segunda porta ao final do vagão. Esta fora completamente pintada de um tom de azul marinho, como seu uniforme, e possuía um grande 'V' dourado em alto relevo. Ele se afastou meio passo para trás de maneira polida e ajustou a gravata por um breve momento, enquanto esperava alguém lá dentro atendê-lo.
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por A Sala de Veludo em Sex Nov 23, 2012 12:07 pm

Alguns segundos depois, a porta se abriu. Uma jovem mulher, também de cabelos prateados e uniformizada, ostentando o mesmo par de olhos incomuns de Theo surgiu por trás dele. Ela curvou-se para frente... Apesar de sua maneira polida, havia uma certa energia no ato... Como se ela fosse começar a dar pulinhos de animação à qualquer instante. "Muito bem-Vindo, jovem senhor. Ela pausa um momento, como se estivesse em transe encarando o novo visitante, e então olha para Theo, que parece estar esperando algo. Ela parece se lembrar de súbito. ...Oh, que maus modos os meus, perdoe-me...! Meu nome é Elizabeth." ela disse com um sorriso. "Por favor, entre. Fique à vontade." indicando o interior.

Spoiler:

A sala não era parecida com nada que você poderia ter imaginado.
Ou melhor dizendo, o vagão.
Ali, o chão e as paredes haviam sido revestidos completamente por uma camada de veludo azul escuro. Os bancos, arrumados ao longo das paredes, também. Os móveis, um bar, uma mesa e uma grande cadeira ao fundo pareciam quase que exageradamente confortáveis e luxuosos e eram feitos de madeira escura, algumas vezes enfeitadas por delicados ornamentos de metal e vidro. Tudo ali parecia custar pelo menos uma pequena fortuna... Mas isso não era a coisa mais chamativa na sala. Nem mesmo a terceira provável funcionária, uma mulher de cabelos ondulados e também quase brancos, que sorriu suavemente e fez um cumprimento elegante "Bem vindo, jovem mestre. Por favor, me chame por Margaret." ainda sentada confortavelmente em sua cadeira.
Spoiler:

Não... O que chamava mais atenção na sala... Era o velho.
Bem ao fundo do vagão havia um sujeito baixinho, calvo. Seus cabelos brancos disfarçavam mal um par de orelhas pontiagudas. Ele tinha sobrancelhas enormes, que quase literalmente se uniam sobre sua testa, e um par de olhos redondos como bolas de golfe. Surpreendentemente, aquele não era o traço mais marcante na aparência dele. Não. Este... Era o nariz.

Ele devia medir, pelo menos, um palmo de comprimento. Um palmo grande.
Era estranho ver uma figura como aquela vestida cuidadosamente em um smoking e luvas brancas.

Ele mirou o visitante um instante e então sorriu com todos os dentes.
"Bem-Vindo."

Spoiler:

"Não esteja alarmado... Você está profundamente adormecido em seu mundo."

Quando ele falou, sua voz saiu de maneira teatral, como um velho artista conversando com seu público antes do show. Alguma coisa na pronúncia calma dele era... Reconfortante.

Ele apoiou suas mãos sobre a mesa e entrecruzou os dedos. Ele continuou sorrindo à confusão do visitante "Nosso tempo aqui é tristemente limitado, mas isso não denota que nós tenhamos que limitar da mesma forma nossas boas maneiras... Como nosso convidado, seria um erro catastrófico não oferecer-lhe um mínimo de hospitalidade e bem-estar.... Por favor, acomode-se." ele indicou com a mão a única cadeira à frente dele, no outro lado de uma pequena mesa redonda, e esperou até que ele estivesse se acomodado. Enquanto isso, ele retirou um lenço do bolso no colarinho, enfiou a sua luva lá dentro... E retirou um baralho incomum, pondo então o lenço de volta em seu lugar.

"...Todas as suas perguntas serão respondidas em seu devido tempo. Não se preocupe. Até lá... Por favor escolha uma carta. Qualquer carta." ele pôs o baralho sobre a mesa e, num rápido movimento, distribuiu-o por inteiro em um leque.


"...Eu tenho curiosidade em saber a sua arcana."
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por Darkaos em Sex Nov 23, 2012 11:16 pm

A porta se abre e uma mocinha de aparência semelhante a de Theo surge cumprimentando Trevor muito educadamente mas claramente se via que ela estava incrivelmente entusiasmada, seu nome era Elizabeth e ela indica sala que era muito luxuosa e aconchegante.

A sala não era parecida com nada que você poderia ter imaginado.
Ou melhor dizendo, o vagão.
Ali, o chão e as paredes haviam sido revestidos completamente por uma camada de veludo azul escuro. Os bancos, arrumados ao longo das paredes, também. Os móveis, um bar, uma mesa e uma grande cadeira ao fundo pareciam quase que exageradamente confortáveis e luxuosos e eram feitos de madeira escura, algumas vezes enfeitadas por delicados ornamentos de metal e vidro. Tudo ali parecia custar pelo menos uma pequena fortuna... Mas isso não era a coisa mais chamativa na sala. Nem mesmo a terceira provável funcionária, uma mulher de cabelos ondulados e também quase brancos, que sorriu suavemente e fez um cumprimento elegante "Bem vindo, jovem mestre. Por favor, me chame por Margaret." ainda sentada confortavelmente em sua cadeira, "Caramba...Theodore se essas são suas irmãs então acredito com toda a certeza que beleza é tradição na sua família"

Mas o que chamava mais atenção na sala... Era o velho.
Bem ao fundo do vagão havia um sujeito baixinho, calvo. Seus cabelos brancos disfarçavam mal um par de orelhas pontiagudas. Ele tinha sobrancelhas enormes, que quase literalmente se uniam sobre sua testa, e um par de olhos redondos como bolas de golfe. Surpreendentemente, aquele não era o traço mais marcante na aparência dele. Não. Este... Era o nariz.
"Senhoras e senhores agora lhes apresento...o Pinochio de 73 anos."

Ele mirou o visitante um instante e então sorriu com todos os dentes.
"Bem-Vindo." "Não esteja alarmado... Você está profundamente adormecido em seu mundo."
"Não me diga, eu sempre achei super normal trens azuis com passageiros de piche e um velhinho de nariz enorme."

O velho de grande nariz olhava a Trevor com um grande sorriso que amedrontava um pouco, mas a voz calma e um tanto alegórica dele o fazia parecer mais brincalhão ou zombeteiro do que amedrontador. "Nosso tempo aqui é tristemente limitado, mas isso não denota que nós tenhamos que limitar da mesma forma nossas boas maneiras... Como nosso convidado, seria um erro catastrófico não oferecer-lhe um mínimo de hospitalidade e bem-estar.... Por favor, acomode-se." ele indicou com a mão a única cadeira à frente dele, no outro lado de uma pequena mesa redonda, e esperou até que ele estivesse se acomodado. Enquanto isso, ele retirou um lenço do bolso no colarinho, enfiou a sua luva lá dentro... E retirou um baralho incomum, pondo então o lenço de volta em seu lugar.

"...Todas as suas perguntas serão respondidas em seu devido tempo. Não se preocupe. Até lá... Por favor escolha uma carta. Qualquer carta." ele pôs o baralho sobre a mesa e, num rápido movimento, distribuiu-o por inteiro em um leque."...Eu tenho curiosidade em saber a sua arcana."

Trevor ao ver aquelas cartas se sentiu um tanto confuso, seria aquilo algum tipo de mágica que o velhote iria apresentar, ou algum jogo, mas quando ele prestou bem atenção na frase ele se lembrou que durante o pouco tempo que morou com a vidente ela lhe ensinou muito sobre com oque ela trabalhava e um dia leu sua sorte em um baralho de tarô, ele percebeu que aquilo poderia ser algum tipo de leitura de sorte então para provocar o velho e tirando vantajem de aquilo ser um sonho ele se viu na possibilidade de burlar regras sociais que ele normalmente cumpria como ser côrtes ou não jogar com as pessoas, O convidado põe a mão sobre a primeira carta do leque e a empurra junto de todas as outras em um movimento rápido virando o leque ao contrário o colocando aberto do outro lado da mesa com as faces ainda para baixo, "Façamos um acordo meu velho, dependendo de qual carta eu pegue você me garantirá um prêmio, um beijo de um dos seus assistentes...qualquer um deles caso você decida que eu peguei a carta errada..." ele estende a mão até a carta do meio do leque como que se inclinando um pouco para junto do anfitrião e termina a frase olhando para Theodore, "Mas caso eu tire a carta correta, eu escolherei quem será meu prêmio, feito? (decisão do anfitrião em concordar ou não) O garoto então ao ouvir a resposta ainda sorrindo um pouco se senta em seu lugar e começa a tirar cartas do leque, primeiro uma de perto do final direito dele, depois outra do final esquerdo, duas de espaços próximos ao meio e uma que estava como que bem na frente, ele as embaralha nas mãos um pouco e depois as ajusta no centro da pequena mesa em uma cruz uma a frente três formando o centro da cruz e uma formando a base, ele observa com atenção cada uma e pensa em qual seria a correta para retirar, mas a mente dele escapole de volta a cenas em que ele sentiu-se muito bem como quando pregou uma peça contra Hideyoshi-sempai o grande tigre-branco da Academia, e quando viu seu chefe no banheiro a aliviar suas tenções durante uma noite muito movimentada de serviço, aquilo o fez sentir o coração aquecer subitamente, o corpo ficar mais firme e inusitadamente o fez ver uma das cartas na cruz reluzir por milésimos de segundo chamando sua atenção, aparentou simplesmente piscar ou refletir por alguns segundos uma leve luz azulada, ele decide assim que seria aquela carta colocando uma a uma as outras de volta no leque anterior e deixando apenas a escolhida "É esta." diz ele confiante empurrando com o dedo a carta na direção do velho.
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por A Sala de Veludo em Sab Nov 24, 2012 1:10 am

"Façamos um acordo meu velho, dependendo de qual carta eu pegue você me garantirá um prêmio, um beijo de um dos seus assistentes...qualquer um deles caso você decida que eu peguei a carta errada..." ele estende a mão até a carta do meio do leque como que se inclinando um pouco para junto do anfitrião e termina a frase olhando para Theodore, "Mas caso eu tire a carta correta, eu escolherei quem será meu prêmio, feito?
Igor ouviu pacientemente o pedido dele, mas negou educadamente com a cabeça, estalando a língua "Tsk tsk..." ele ergueu gentilmente o dedo em um gesto de negação "...Eu não posso fazer apostas de azar envolvendo meus preciosos pupilos... Especialmente quando eu sou eu aquele que decidirá pela minha escolha o destino do futuro deles, e não eles mesmos." ele disse, calmo "...Isso vai contra os princípios mais fundamentais da minha filosofia." ele continou sorrindo enquanto explicava, parecendo entender algo por através do garoto, os dedos cruzados sobre a mesa apoiando-lhe o queixo.
"...Haha. Compreendo..." ele murmurou quase inaudivelmente.
Após um segundo ele voltou a se recostar na cadeira. Ele indicou as cartas na mesa.
"...Vá em frente. Faça a sua escolha como preferir..."
O garoto então ao ouvir a resposta ainda sorrindo um pouco se senta em seu lugar e começa a tirar cartas do leque, primeiro uma de perto do final direito dele, depois outra do final esquerdo, duas de espaços próximos ao meio e uma que estava como que bem na frente, ele as embaralha nas mãos um pouco e depois as ajusta no centro da pequena mesa em uma cruz. Ele permanece ali, observando-a até que uma das cartas parece chamar sua atenção. Ele decide colocando uma a uma as outras de volta no leque anterior e deixando apenas a escolhida
"É esta." diz ele confiante empurrando com o dedo a carta na direção do velho.

O velho levanta uma das mãos sobre mesa e gira o pulso. Como se acompanhando a mão, a carta gira, revelando o número XV para os presentes na sala.
"Você... É o demônio."


"Suas ações são um infinito reflexo de seus instintos.... Você se deixa levar por suas vontades, ímpetos e pelos prazeres da vida. Poucas pessoas são tão sinceras em suas ações... Porém tão cruas e nuas à respeito de muitas delas, quanto você." ele sorri.

A carta permanece flutuando, adquirindo lentamente um aspecto metálico. Por um momento as cortinas no cômodo se iluminam em um tom de violeta de alguma coisa lá fora e então voltam lentamente ao normal.

"Agora, permita-me explicar aonde nós estamos. Esta, é a sala de veludo. É um local que tanto é quanto não é... Este trem está localizado ao longo do próprio abismo entre a realidade e algo maior. O fato de estares aqui não é nenhuma coincidência. Nós estávamos destinados a nos conhecermos." ele diz.

"Meu nome é Igor. Estes três, que você já conhece, são meus assistentes. Theodore, Margaret e Elizabeth."
"É um prazer conhecê-lo." dizem eles em coro.
Igor continuou sorrindo e disse
"Deves ficar sobreaviso, o fato que estás aqui significa que algo em teu mundo está prestes a mudar. Irá afetar não apenas a ti, mas o destino dos outros ao teu redor também. Teu papel nestes eventos ainda são está claro... Embora, o que você fará quando o momento chegar cabe somente à você decidir..."
Sem nenhum aviso, a carta de tarô flutuande começa a emitir uma luz suave, sua superfície se tornando reflexiva e lustrosa.
"Quando a hora chegar, esta carta irá refletir aquilo que está em teu coração... Depois que isso acontecer, se você ainda estiver inseguro do teu caminho, tu poderás voltar."
Com isso, a carta voa lentamente para a mão do visitante.

Subitamente você começa a se sentir meio tonto, à medida que o quarto se torna enevoado e gira lentamente. Você sente que está se sentindo gradualmente mais fraco a cada segundo ali...
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por Darkaos em Sab Nov 24, 2012 10:34 am

Após as explicações de Igor e receber a carta escolhida, tudo começa a dar voltas e clarear como se estivesse acordando do sonho, Trevor se sente bem com aquilo, mal repara na sala sendo gradualmente apagada e o corpo ganhando leveza, a sensação lembraria um despertar de um sono profundo ou a cair no sono eterno de um coma?
"E assim Alice é vomitada para fora da tocado coelho...até outra hora Igor, foi um grande prazer conhece-lo."
Comenta o garoto enquanto sente acordar em uma superfície dura. Ele acorda em seu quarto caído no chão com o lençol lhe um pouco enrolado no corpo e a cama muito bagunçada, seria ele sonambulo ou o sonho fora tão bom que ele rolou e caiu da cama...ai ai perguntas e mais perguntas logo de manhã, a melhor coisa era ir tomar café, mas antes se vestir apropriadamente, afinal de contas contando com o fato de ser muito calorento mesmo no início do inverno era costume dele dormir com muito pouca roupa ou certas vezes sem nada mesmo (como desta vez por exemplo), ele estende o braço subindo de volta para a cama e sonolento tenta dormir novamente, afinal era segunda feira então não tinha nada pra fazer...ops.
Essa não, eu me esqueci que era hoje o meu primeiro dia de aula na academia, a diretora até falou que qualquer errinho meu mesmo que um atraso seria desculpa o suficiente para que eu fosse mandado para uma detenção já de começo, e eu não posso ficar depois da aula ou vou acabar com as minhas chances de receber um aumento. ele desesperadamente correu para o banheiro para tomar um banho frio e despertar mais rápido se esquecendo outra vez que durante essa época do ano um banho frio mesmo para alguém calorento é loucura, "Pelas barbas de judas que água gelada" Grita ele ao tomar banho.

Depois de se lavar com água congelante e ficar prontamente vestido ele se senta para calçar seus coturnos e depois pegar suas coisas como chaves, carteira, celular, carta de tarô esquisita..."AAAHHHH" ele grita em pleos pulmões deixando o objeto cair no chão enquanto cai para trás junto da cadeira, como aquilo havia ido parar ali, é impossível uma coisa dessas acontecer, foi tudo mesmo um sonho, ocorreram mesmo aqueles eventos no velvet train, ele negociou mesmo uma coisa sórdida daquelas com um velho narigudo sem nem mesmo conhece-lo, não era possível, mas e aquela carta então, ele resolve guarda-la no bolso de trás da calça e todo o resto das coisas na mochila nova que comprou, tinha de correr ou iria se atrasar para a aula, quanto a carta melhor seria não pensar nela durante o horário escolar, no serviço ele contaria a Yugo-san sobre o sonho e ele talvez pudesse dar uma opinião...claro deixando de lado os detalhes pessoais como sobre a negociação proposta com Igor sobre um "prêmio" afinal era vergonhoso demais a ideia de seu chefe depois ficar a julga-lo como um tolo que só teve um sonho maluco e agora queria compartilhar com o primeiro idiota com tempo para ouvir, ele sai correndo após trancar a porta do apartamento indo direto para uma parada de ônibus, preferia evitar os metrôs por um tempinho.

/Trevor deixa o tópico/
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Re: Hazegawa Trevor

Mensagem por A Sala de Veludo em Seg Nov 26, 2012 3:47 pm

Enquanto isso... Em algum lugar, em uma dimensão quase além da realidade...

"E o tempo segue marchando adiante... " Igor murmura silenciosamente.
"...Hmm. Era bonitinha. A persona dele..."
Uma voz feminina saiu da cortina atrás de Igor.
Ele virou o pescoço para dirigir-se à voz.
"...Teve um bom descanso?"
"Yup... Dormi como uma pedra." *som de bocejo* "Bem, chega de descansar, trabalho, trabalho...!"
Uma mão feminina saiu por entre os panos, puxando-os para o lado. A figura de uma jovem bastante alta, de cabelos castanhos escuros surgiu por entre elas. Ela usava um vestido frisado azul-marinho, botas de cano exageradamente longos e uma boina negra caindo tortamente sobre os cabelos castanhos e encaracolados.
Ela também usava uma máscara...
Spoiler:
"Eu vou sair para extraviar alguma inspiração."
"Não demore muito..." Igor sorriu
"Naturalmente, mestre. Aliás... Isso me lembra..." a jovem mascarada se vira para a funcionária de cabelos curtos e prateados ao seu lado.

"Beth, você pegou o meu spray?"


(A carta de tarô surge em algum lugar próximo ao seu personagem.)

(Adicionado ao grupo Usuários de Persona)
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/Igor e os funcionários deixam o tópico/
/Tópico encerrado/
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