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(Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Dom Dez 09, 2012 9:08 pm

O fato era que Ryou mal conseguia se lembrar de alguma coisa depois que apagara. Seu corpo estava tão entorpecido que nem sentira quando fora levado para a enfermaria e dali para o hospital. Só se lembrava de ter acordado três horas depois, numa cama e um daqueles pijamas que costumavam colocar nos pacientes. Não sabia o nome, por isso a designação "pijama".

Depois de várias juras de "eu estou bem!" seguido de exames que comprovaram, Ryou pôde tirar aquela coisa humilhante e recolocar a sua camisa, calça, sapatos... e o casaco. Ryou Misaki sem seu casaco era como ter um dia sem sol.

Mas... ele não foi embora.

Ficou perambulando por ali, passando no quarto de Chouko de hora em hora. Ele estava preocupado. E ela estava dormindo. Estaria, se não fosse a bolsa de sangue, a máscara de oxigênio e os outros itens que não faltam a um paciente no estado em que ela estava quando chegou no hospital.

De noite (quase umas 22:00, tarde mesmo) eis que Misaki passa por lá e quase ri com a cena que vê: Chouko de pé, quase matando uma enfermeira, enquanto perguntava pelo telefone público. Ele precisou morder o lábio para não cair na risada.

Até que ela o nota, parecendo surpresa e até mesmo aliviada.

- Você ainda está inteiro... - disse ela, a respiração voltando ao ritmo normal. Se bem que logo ela torna a falar:

- O que aconteceu depois que eu apaguei? - disse ela do modo mais sério que conseguiu.

- Sinto, mas sei menos que você. - disse Ryou, simplesmente, enquanto brincava com uma mecha de seu cabelo. - Só sei que eu estava querendo o sangue daquele infeliz e... apaguei. Só voltei a mim mesmo depois, assim que eu... te falo depois - essa última parte foi dita com velocidade, como se ele não quisesse falar na frente da enfermeira. - O que importa é que desmaiei e só acordei três horas depois. Fiquei esperando você acordar. Estive preocupado. - encerrou, com seus olhos de turquesa fixos nos de Chouko com uma expressão indecifrável.

- Ah! E chamaram a polícia, mas meu pai cuidou disso. Ele odiaria me ver em outro escândalo... - encerrou amargo e em tom categórico. Era como se as palavras possuíssem um gosto ruim para ele, mas ele não diria mais nada. Bastava saber só isso.
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Ter Dez 11, 2012 3:20 pm

OFF:
Spoiler:
XD <- A cara de alguém que teve que reescrever esse post três vezes. Porque faltou luz aqui em casa três vezes no mesmo dia, terminando com todo o meu paciente serviço cada vez que eu juntava o fôlego para iniciar do zero. E perder. De novo.

...Eu preciso dormir. Haha...


ON:
- Sinto, mas sei menos que você.
Ele prendeu alguns fios de cabelos entre os dedos e ficou girando-os entre eles. Eu não pude deixar de me perguntar... Aquele era um cacoete? Ou ele estava nervoso lembrando-se de algo? Misaki prosseguiu - Só sei que eu estava querendo o sangue daquele infeliz e... apaguei. Só voltei a mim mesmo depois, assim que eu... - ele pausou um momento, e então acrescentou- ...Te falo depois.
Bem, fazia sentido. Esperar não estar dentro de um prédio com gente estranha, em um corredor vazio que servia praticamente como um megafone exageradamente grande.
Mas...
- O que importa é que desmaiei e só acordei três horas depois. Fiquei esperando você acordar. Estive preocupado. - ele continuou, sem poder adivinhar o que se passava em minha cabeça. Naquele momento, a gratidão pela atenção veio e se foi em uma onda, suplantada por um tremor involuntário que nada tinha a ver com o frio. Importante? Não... Isso não é importante. Não agora.
Minha cabeça calculava porcentagens e projetava elas para mim, pouco se lixando com o que eu estava sentindo. Eu estava pior a cada segundo com os números. Levantei meus olhos para ele enquanto minha cabeça fervilhava, e o vi me encarando silenciosamente de volta.
Se eu prender ele contra a parede, será que ele soltaria alguma resposta?
Ele provavelmente não lutaria de volta comigo nesse estado...
Então, eu subitamente quis dar um soco em mim mesma pela ideia.
... No que eu estou pensando!? ...
Eu me escorei na parede e cruzei os braços para fazê-los pararem de tremer, e ele prosseguiu sem notar, tentando achar algo para comentar em meio ao meu silêncio.
Mas... Mas... Eu preciso saber agora!
- Ah! E chamaram a polícia, mas meu pai cuidou disso. Ele odiaria me ver em outro escândalo... - ele falou aquilo em um tom amargurado, como se detestasse a ideia de ter sido ajudado pelo velho. Eu imaginei a quantidade de dinheiro necessária para silenciar a mídia de uma notícia como aquela...

Eu? Eu estava nadando em águas profundas. Eu duvidava que o pai dele fosse desembolsar ainda mais grana para limpar a ficha de uma completa desconhecida, por melhor que ele pudesse ser. Ele não tinha nenhum motivo para me salvar, e o filho dele precisava que alguém levasse pedras em seu lugar. Nesse sentido, eu era um alvo perfeito. Meu histórico em Kadokawa me faria parecer com um perfeito monstro para os propósitos da mídia, e o filho dele seria apenas outra vítima infeliz envolvida nos meus planos.

... Hideyoshi Chouko. Oficialmente infame agora, com direito a ser imortalizada em letra de forma pela imprensa. Quiçá até mesmo em rede em rede nacional.
Parece que eu estabeleci um novo recorde.

Eventualmente eu comecei a ouvir o som de passos subindo as escadas. Um estalido de que eu já havia memorizado em meio ao silêncio foi surgindo lentamente em ecos, como uma contagem regressiva do além. Eu sentia meus pelos erriçarem com cada toque.
...E então, a enfermeira que eu havia encontrado minutos atrás surgiu pela escada carregando um aparelho telefônico sem fio. - Oh... Boa noite. - ela encarou Misaki um momento antes de se voltar para mim - Eu trouxe o telefone como você requisitou. Para onde você deseja ligar? - ela perguntou.
-... ...Casa. - minha voz travou brevemente na primeira sílaba.
- Muito bem. Poderia me ditar o número?
-... (Chouko dita o número da residência para ela.)
Ela terminou de apertar a sequência e aperta o botão de discagem, levando o fone aos ouvidos.
Eu não pude evitar de congelar, observado.
Atenda... ...
Eu cravei as unhas nas palmas das mãos ao fechá-las com força.
Ela discou uma segunda vez, para o meu desespero. Eu encarei o chão.
Por favor...
Uma terceira vez...
... ... Atenda!
- ...Boa noite.
- ...!
Ergui os olhos de novo.
- Perdão por ligar nesse horário. Aqui é a enfermeira Shizue Konohana, do Centro Hospitalar Shibukawa. Com quem falo?
Ela permaneceu ouvindo alguém por alguns segundos, e então os cantos da boca dela se ergueram lentamente para cima. - Oh, não. Não se preocupe. Ela está bem... De fato, ela acordou faz alguns minutos e me pediu para ligar para vocês. Eu vou passar o telefone para ela agora, um momento.
Ela me estendeu o aparelho, cobrindo o bocal com a mão educadamente.
- ...Eu acho que é o seu irmão. ela falou baixo com um sorriso.
- ... - Eu o apanhei, ainda um tanto trêmula, e o ergui na altura do ouvido.
- ...Otani? - arrisquei.
Silêncio.
E então... Eu ouvi um soluço do outro lado da linha.

- ...Onee-sama IDIOTA! *hic*

Eu afastei o fone uns dois dedos da orelha, atordoada. Eu pisquei um par de vezes encarando o objeto que ainda berrava o pus de volta para ouvir ele me dizendo tudo o que lhe ocorria... Que eu devia ter fugido dessa vez. Se eu estava me sentindo bem agora e se o ferimento ia deixar alguma cicatriz. Que não havia motivo de eu ficar treinando se eu não dormisse direito. Que horário eu havia realmente acordado. Que da próxima vez ele ia dar uma de louco e se enfiar no dojo escondido e ele não queria nem saber se... - Ouch! Tou-san!
Ele prosseguiu para reclamar com alguém que havia lhe dado um golpe na nuca, porque ele estava falando muito alto e os clientes estavam reclamando do palavreado.
- ...Chichi-ue está aí também?
-I...te. Está aqui... Eh... Oi, nee-sama não fuja do assunto!
-É a C-Chou...!? Ei garoto, me passe o telefone!
Contendo um riso que provavelmente faria que eu não visse o final daquela discussão hoje se eu o tivesse soltado, o telefone começou a passar por outras mãos e vozes, o som de conversas diversas de outras pessoas ao fundo.

Uma sensação de alívio absoluto se espalhou juntamente em mim.
Oh droga... Eu acho que vou... - eu levei minha mão à boca e olhei para longe. - E-Eu vou ir até a janela. O sinal, está ruim... - e saí andando até a ponta do corredor.




- ...Haa... Ainda bem, ela parece bem mais calma.- eu murmurei baixo, e me virei para o jovem de cabelos azuis - Um, perdão, Misaki-san, correto?
- Ela não queria voltar para o quarto você vê, chegou a me assustar quando me parou em meio ao corredor. Eu realmente não ouvi ela caminhando. Por um segundo, aquele cabelo branco o olhar que ela me deu me fez pensar que eu estava vendo um fantasma furioso ou algo assim! *riso nervoso/envergonhado* Hum, você poderia levá-la de volta para o quarto e me trazer o telefone quando ela terminar? Eu ficaria aqui, mas eu devo terminar de checar todos os pacientes nessa ala. Trocar refis de remédios dos pacientes antes que o meu turno termine, coisas assim. (...)
Eu verifiquei minha prancheta. Oh puxa...
- Realmente me desculpe pela inconveniência. Com sua licença...
Eu me apressei para concluir minhas tarefas. A garota ficaria muito bem desde que não decidisse sair correndo ou algo assim.
Ela parecia mentalmente estável agora, ainda bem.



Alguns poucos minutos do que pareceu soar como uma conversa animadora...

- ...Okay. Vejo vocês amanhã então. Vê se não passa a noite inteira acordado jogando video-game escondido de novo. Chichi-ue não se importa, mas okasan está desconfiada. Você estará em maus lençóis se ela te pegar no flagra."
*resposta do outro lado*
- É, é... Te amo também. (riso baixo) Boa noite otouto.
*click*
- Haa...
Eu deixei o telefone pender molemente do meu braço, observando a rua pelo vidro.
Droga... Isso foi assustador. Eu pensei que eu teria...
...
Eu balancei minha cabeça e passei as mãos pelos cabelos.
Não aconteceu. Respire.
Um barulhinho de passos atrás de mim me chamou de volta à realidade, e eu encarei a pessoa causando eles pelo reflexo da janela. Oh, claro... Eu tenho seriamente que parar de caminhar nas nuvens quando minha adrenalina baixa.
-... Eu acho que esfriei tanto a cabeça de uma hora pra outra que alguns neurônios congelaram no processo. Desliguei um momento. - eu falei roucamente, olhando para o lado devagar com a cabeça. Eu mentalmente anotei que eu devia achar um bebedouro. Minha garganta estava terrivelmente seca e doía - ...Eu fico feliz se pelo menos você conseguiu pular fora do navio naufragando de algum modo. Você não deveria ter problemas por causa dos problemas dos outros. eu pus um pouco de esforço para deixar minha voz mais clara, e olhei para ele, tentando arrumar a bagunça que havia ficado dentro de mim após a poeira baixar.
Olha, eu... *coça a nuca* ... ...Obrigada.
Ele me olhou com uma cara que eu não entendi direito ... Isso soou meio esquisito, falando completamente do além desse jeito, não? Eu sei... Desculpe. ... eu tentei achar alguma coisa para dizer, apoiando a mão na cintura. Haviam... ataduras por baixo. - Oh... Caramba, eu me esqueci completamente de perguntar. E você? Você se feriu? Eu... Não... *pausa* ...Vi a sua luta, para dizer a verdade. Agora de cabeça fria... Eu estava bastante desapontada com aquele detalhe. Tsk.



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Ter Dez 11, 2012 5:29 pm

Depois que terminou de falar, Misaki observou as reações de Chouko. Ela parecia feliz com o gesto dele, de ficar ali esperando por ela, mas logo Chouko assumiu uma expressão que por vezes ele tinha. Coisas demais na cabeça. Pensamentos demais em tempo "de menos".

Logo a enfermeira que Chouko quase matou aparece com um telefone. Ela pede o número para o qual Chouko gostaria de ligar e ela diz o seu número residencial. Ryou evita prestar muita atenção à conversa, mas morde o lábio ao ouvir. Era uma casa que parecia desarrumada e feliz.

No meio da conversa, a enfermeira pediu-lhe que levasse Chouko de volta ao quarto.

Assim que ela terminou a conversa, ela se virou para Misaki, com voz rouca:

- ... Eu acho que esfriei tanto a cabeça de uma hora pra outra que alguns neurônios congelaram no processo. Desliguei um momento. ...Eu fico feliz se pelo menos você conseguiu pular fora do navio naufragando de algum modo. Você não deveria ter problemas por causa dos problemas dos outros. - ela olhou para Misaki depois dessa frase.

- Não podia só ver sem fazer nada. Tinha de fazer algo. Eu devia fazer algo.

Olha, eu... ... ...Obrigada. - ela diz, coçando a nuca.

- Não há de que. Foi um prazer ajudar - sorri Misaki, como poucas vezes o fizera.

- ... Isso soou meio esquisito, falando completamente do além desse jeito, não? Eu sei... Desculpe. - disse, com a mão na cintura.

- Naah, tá beleza. Eu sou meio difícil de se interpretar mesmo.

- Oh... Caramba, eu me esqueci completamente de perguntar. E você? Você se feriu? Eu... Não... *pausa* ...Vi a sua luta, para dizer a verdade.

- Estou ileso. Só tive cansaço extremo e uma espécie de "choque psicológico", como os médicos disseram, mas não foi nada - disse, simplesmente. - Quer voltar para o seu quarto, Chouko? Tem um detalhe que eu quero te falar.
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Ter Dez 11, 2012 6:50 pm

- Estou ileso. Só tive cansaço extremo e uma espécie de "choque psicológico", como os médicos disseram, mas não foi nada - disse ele.
Choque psicológico...?
- ...Ótimo.
Embora... Eu não podia deixar de estranhar como a situação havia se resolvido sem ele ferido de algum modo.
- Quer voltar para o seu quarto, Chouko? Tem um detalhe que eu quero te falar.
- ...Certo. O corredor não é um lugar muito legal pra se conversar nesse horário... - Eu imagino que os outros pacientes estejam descansando, aliás. ...Será que eu havia acordado alguém? Eu esperava que não.
Deitar soava como uma ótima ideia naquele momento também.
Eu entrei no quarto de novo... Eu não havia notado tantos detalhes nele antes.
Talvez eu tenha ficado um tanto quanto cega com o nervosismo? Era provável.
O silêncio do quarto me incomodava um pouco. Eu me perguntei se havia algum tipo de isolamento sonoro, para manter a calma mesmo com o tráfego próximo...
Eu desejei ter meus fones por perto.
Havia uma única poltrona ao lado da janela, próxima de uma porta que eu supus que fosse o banheiro. Eu me sentei de frente para ela em minha cama e segurei um travesseiro em pé no meu colo, apoiando o queixo no topo dele.
...
"...Bem...? O que você queria me contar? Eu estou escutando."



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Ter Dez 11, 2012 8:03 pm

- ...Ótimo. - disse ela, parecendo confusa com o fato de Ryou estar ileso depois da luta. Nem ele mesmo conseguia aceitar aquilo completamente.

- - ...Certo. O corredor não é um lugar muito legal pra se conversar nesse horário...

- Sim... e também o que preciso lhe contar é urgente e confidencial. Você pode dizer que sou louco, mas me ouça até o fim, ok? - diz, entrando no quarto.

Lá, Chouko cruza as pernas em cima da cama, coloca o travesseiro em pé no seu colo e apóia o queixo nele.

- ...Bem...? O que você queria me contar? Eu estou escutando. - peguntou ela, depois de se acomodar.

- Chouko, quero que olhe para isto e me diga o que você vê que o difere de uma carta de tarô normal. - iniciou Misaki, colocando a carta que recebera de Igor perto dela. Não sabia como ela apareceu no bolso de seu casaco, mas esse não era tempo de tais considerações.

Era hora de esclarecer algumas coisas ali.
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Ter Dez 11, 2012 11:02 pm

OFF: (...) <- espaço para interpretação livre.
Claro, você pode complementar em outros lugares se quiser. =D

ON:

- Chouko, quero que olhe para isto e me diga o que você vê que o difere de uma carta de tarô normal. - ele começou, tirando...
...?!
Ele deslizou o objeto com o dedo até perto dela.
Chouko encarou a carta que Misaki pusera sobre a mesinha de canto, sem nada dizer.
"...XIII... Morte." ela pronunciou com a boca em tom baixo, observando o desenho de uma caveira na face virada para ela..
"...Onde você conseguiu ela?" ela estendeu-se para pegar o objeto.
(...)
"...Essa é uma história difícil de engolir, sabe." ela virou o verso da carta enquanto ele contava. Do outro lado, ao invés do símbolo da máscara havia apenas um contorno simples e um grande espaço em branco. "...Um homem narigudo lendo a sorte dentro de um vagão exclusivo no metrô, cercado por metros quadrados de veludo azul? Muita gente riria se ouvisse você contando... Algumas se fariam de crédulas apesar disso, e ficariam por perto apenas por que acham interessante a criatividade que você teve de inventar tal história." ela ainda observava o objeto.
"... Meu turno." Chouko então estendeu o braço e entregou-lhe a carta antes de ser a vez dela encará-lo de volta com uma expressão neutra. "...Você acreditaria se eu dissesse que a real causa pela qual pessoas estão desmaiando por aí não é uma doença, mas um bando de criaturas desconhecidas em um mundo paralelo capazes de devorar a sua alma enquanto você vaga por lá?"
(...)
Chou havia levado à mão à boca. Apesar de estar cobrindo quase metade de seu rosto com ela e o escuro, era visível que os olhos dela estavam estreitados como se ela achasse graça.
"...Você deveria ver a cara que você fez quando eu comecei. Eu não o culpo se você na verdade não acreditar em mim. Mas... Sério. Você deveria." ela pôs a mão no peito ao final e o olhou para a carta que ela ainda tinha em mãos, soando mais tranquila. Após um segundo ela a ergueu o braço como se fosse arrumar a franja, mas não foi bem isso que aconteceu.

Quando ela ergueu o braço para cima, uma carta seguiu o movimento, saindo pelo seu colarinho.

Ela parecia presa à algum tipo de fio de nylon grosso que reluziu brevemente contra a luz da janela. Ao ser observada de perto... Parecia que na verdade ela havia sido presa dentro de um crachá plástico ligado ao pescoço de Chou. Ela gesticulou com a mão, e a carta flutuou acima da palma. Ela estendeu o braço e ela acompanhou o movimento, suspensa no ar e brilhando com uma fantasmagórica luz azulada. A carta girou lentamente, revelando uma face com o número X e uma roda com uma espada em seu centro...

...E uma face com a ilustração de uma mariposa monstruosa.

"...Pelo mesmo motivo que eu acredito em você." ela acrescentou calmamente, mas sem tirar os olhos dele.

Ela abaixou a mão e a carta parou de brilhar. Ela subitamente pareceu lembrar-se de que a gravidade existia também, e caiu lentamente na direção do fio até Chouko. Ela permaneceu olhando para ele um longo momento.
"...Snrk."
...E então abriu no mais largo sorriso que ela se lembrava de ter dado em meses.
"... Você está... Tão. Ferrado."



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Qua Dez 12, 2012 10:06 am

- ...XIII... Morte. - e la disse baixinho, olhando o desenho na carta. - ...Onde você conseguiu ela?

Misaki inspirou.

- Era um sonho que não era um sonho. Foi na estação da cidade. Ela estava deserta e estava frio. Mas eu estava esperando um trem. Aí veio um trem azul-marinho com as palavras "Velvet Train" escritas em letras douradas e cursivas. Quando eu entrei, tinha algo que se parecia com pessoas, mas elas eram neras e tinham os olhos amarelos. Aí eu esperei até que veio uma garota chamada Elizabeth que me levou até o... como ela chamou mesmo? "Mestre"? É, mestre. Tinha até uma inscrição no vagão anterior ao meu: "E, não importa quem tu és, a Morte o aguarda". Depois, a garota, Elizabeth, me mostrou os outros assistentes, um cara chamado Theodore e outra garota, Margaret. E o mestre deles, um homem velho com um nariz gigantesco que se chamava Igor, disse que queria saber qual era o meu Arcano. E ele leu a minha sorte e disse que eu teria um papel, que ainda não está claro, nos eventos futuros. Aí ele disse que eu estava dispensado e eu acordei. - Misaki contou, com todas as devidas pausas na história. Assim que terminou, Chouko disse:

- ...Essa é uma história difícil de engolir, sabe. - disse, virando o verso da carta. Ryou via uma máscara sobrepondo uma daquelas golas que os lordes (ou os bufões) antigos costumavam usar. Tudo se sobrepunha a um elaborado fundo. Mas ela não parecia ver aquilo. Estranho.

- ...Um homem narigudo lendo a sorte dentro de um vagão exclusivo no metrô, cercado por metros quadrados de veludo azul? Muita gente riria se ouvisse você contando... Algumas se fariam de crédulas apesar disso, e ficariam por perto apenas por que acham interessante a criatividade que você teve de inventar tal história. - ela disse, ainda olhando a carta.

- ... Meu turno ...Você acreditaria se eu dissesse que a real causa pela qual pessoas estão desmaiando por aí não é uma doença, mas um bando de criaturas desconhecidas em um mundo paralelo capazes de devorar a sua alma enquanto você vaga por lá?

Ryou arregalou os olhos com a declaração. Fazia sentido. Seria aquiloque o Igor disse...?

- ...Você deveria ver a cara que você fez quando eu comecei. Eu não o culpo se você na verdade não acreditar em mim. Mas... Sério. Você deveria. - parecendo mais tranquila, Chouko levantou uma das mãos.

E uma carta acompanhou o movimento.

Parecia presa a um crachá que ela usava. A carta flutuou sem peso, até que Chouko fez outro gesto e a carta se virou, revelando uma imagem de uma roda, com uma espada no meio e uma mariposa monstruosa.

E o número romano "X".

- ...Pelo mesmo motivo que eu acredito em você. - disse, olhando nos olhos de Misaki.

Abaixando o braço, a carta caiu na cama. Chouko parecia estar controlando o impulso de rir.

- ...Snrk. - ela deixou escapar, antes de dar o maior sorriso que Ryou jamais vira. - ... Você está... Tão. Ferrado.

- Isso não é coincidência. Será que devemos parar esses monstros de devorar a alma das pessoas? Será que foi por isso que o tal de Igor nos deu essas cartas? - disse Ryou, tentando organizar os pensamentos.

Parecia que era aquilo. O evento que Igor falara. Parar os monstros.

Era aquilo. Era.

Tinha de ser.
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Sex Dez 14, 2012 8:12 am

- Isso não é coincidência. - ele disse. Chouko levantou a cabeça para observá-lo... Ele parecia um novo entusiasmo que se misturava à uma pitada de medo -Será que devemos parar esses monstros de devorar a alma das pessoas? Será que foi por isso que o tal de Igor nos deu essas cartas?
Chouko apoiou-se para trás e olhou para o teto.
- ...Talvez. É difícil imaginar que tudo seja apenas uma coincidência.
ela silencou enquanto olhava pela janela - a cidade era um recorte em negro e pontos brilhantes à frente. Como se o céu estrelado tivesse caído no chão.
Ela observou um carro passando ao longe antes de prosseguir.
...Tem pessoas por aí sendo devoradas por essas... Coisas, enquanto eu fico confortavelmente agindo como se não fosse comigo, sob a segurança de um teto, o peso de dezenas de mortes se acumulando em cima de mim para embalar o sono. - ela continuou de súbito -"...É isso que eu quero pensar de mim mesma"? Eu me perguntei uma vez.
Chouko fez uma pausa, respirando em longamente.
- ... Eu cheguei à conclusão que eu nunca mais conseguiria me encarar no espelho.
Ela pareceu dar um sorriso pequeno.
- Claro, tem seus altos e baixos... - ela levou a mão até a presilha no cabelo, tirou-a e colocou-a de volta, parecendo incomodada com algo - É só... Eu tenho me tornado uma pessoa noturna, me sinto uma ameba durante o dia. Eu ultimamente passo mais tempo dormindo em aula do que qualquer outra coisa. ela afundou o rosto no travesseiro à frente, deixando apenas os olhos e acima visíveis por trás dele. ...Não ajuda em lutas, tampouco.
Ela falou em tom de piada e revirou os olhos.
E então ela se ajustou normalmente no assento de novo.
- Mas voltando ao assunto em pauta... Eu acho bom você saber com o que está lidando antes de enfrentar o problema... Agora que você recebeu a carta com certeza é só uma questão de tempo até que você veja o outro lado.
Ela voltou a encará-lo de novo com uma expressão séria.
"...Eu nunca fui muito boa em fazer resumos de histórias longas então... Pergunte o que quiser. Eu vou responder com o que sei."



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Dom Mar 10, 2013 10:57 am

- ...Talvez. É difícil imaginar que tudo seja apenas uma coincidência. - Chouko observou a janela, olhando o contorno da cidade. Um carro passou pela rua.

- ...Tem pessoas por aí sendo devoradas por essas... Coisas, enquanto eu fico confortavelmente agindo como se não fosse comigo, sob a segurança de um teto, o peso de dezenas de mortes se acumulando em cima de mim para embalar o sono. - ela continuou, do nada -"...É isso que eu quero pensar de mim mesma"? Eu me perguntei uma vez.

Chouko inspirou fundo. E continuou.

- ... Eu cheguei à conclusão que eu nunca mais conseguiria me encarar no espelho.

Ela pareceu sorrir um pouco e Ryou se sentiu mais relaxado.

- Claro, tem seus altos e baixos... - Chouko tirou a presilha e a repôs exatamente no mesmo lugar, parecendo incomodada com algo. - É só... Eu tenho me tornado uma pessoa noturna, me sinto uma ameba durante o dia. Eu ultimamente passo mais tempo dormindo em aula do que qualquer outra coisa. - ela afundou o rosto no travesseiro, deixando apenas os olhos visíveis. Parecia envergonhada. - ...Não ajuda em lutas, tampouco.

Ela disse como uma piada e Ryou deu uma risada rouca e curta. Então, ela tornou a se ajustar e falou em tom normal:

- Mas voltando ao assunto em pauta... Eu acho bom você saber com o que está lidando antes de enfrentar o problema... Agora que você recebeu a carta com certeza é só uma questão de tempo até que você veja o outro lado.

Ela torna a encarar Misaki, séria.

- ...Eu nunca fui muito boa em fazer resumos de histórias longas então... Pergunte o que quiser. Eu vou responder com o que sei.

Claro que Misaki fez as três perguntas mais óbvias.

- O que é esse "outro lado"? - ele sinalizou as duas últimas palavras com aspas, fazendo o sinal correspondente com os dedos. - O que são essas "coisas" que comem as almas das pessoas? E como podemos combatê-las?

Havia um brilho estranho em Ryou. Era como se ele tivesse amadurecido mais em alguns minutos. Ele sentia Skeith quieto, observando...

Não havia mais volta.

Ele iria com aquilo até o fim.
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Seg Mar 11, 2013 2:58 am

- O que é esse "outro lado"? - ele sinalizou treatricalmente as duas últimas palavras com aspas, fazendo o sinal correspondente com os dedos. - O que são essas "coisas" que comem as almas das pessoas? E como podemos combatê-las?

Havia um brilho estranho em Ryou. Ele parecia ansioso para saber a verdade... "...Certo. Eu não aguento mais ficar com tudo isso entalado na garganta, também." Chouko pôs o travesseiro sobre o colo e se sentou reta na cama. Ela começou a falar em um tom impassível, como um militar reportando serviço.

"...Por falta de um nome, eu chamo aquele lugar de 'pesadelo'. Você vai ser forçado ter sua primeira visita naquele lugar qualquer dia desses... Após desmaiar. Portanto, o nome. E sim, essa é naturalmente a causa dos nocautes em massa que tem acontecido por toda a cidade." ela sentiu um desconforto com a memória "Se trata de uma réplica da cidade de Naniwa. A diferença básica entre as duas é que em uma delas os prédios parecem que vão cair se você assoprar com força suficiente." ela pausou o suficiente para dar algum impacto à frase "Sem água, sem eletricidade... E nem tente levar equipamento eletrônico. Eles piram dentro daquele lugar. Essa sua carta é a única coisa que pode te proteger da morte derradeira lá dentro. Eu recomendo que você costure ela na sua pele, se conseguir. Você perde ela por lá, pode ir dizendo bye-bye de vez. Oh sim, e naturalmente... Tem as sombras..." ela afilou os olhos um momento com um sorriso um tanto cruel "Eu sei tanto o quanto você sobre elas, ou o porquê delas estarem lá, mas uma coisa que eu posso falar de certeza é que nenhuma delas merece muito estar viva. Elas vão tentar matar qualquer coisa que se mova na primeira oportunidade. Incluindo gente inocente que vai parar por lá. Quanto à aparência delas... Eu não tenho como te descrever. Pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Desde felinos, humanóides até o godzilla. Mas de uma maneira geral, eles sempre morrem derretendo em uma substância preta. Eu não recomendaria encostar muito... Eu não tentei e não quero tentar." ela fez uma careta de nojo por um instante.

"E quanto à sua última pergunta... De novo." Chouko apontou para a carta "Eu recomendo você manter isso por perto. No meu caso, eu ganhei algum tipo de... Guardião, eu imagino. Uma criatura que me ajuda a sobreviver no pesadelo. Eu nunca vi outra pessoa além de mim passando por essa situação, então eu creio que seja esperar para ver." ela segurou por um momento a própria carta por um momento "Mas definitivamente, não se separe dela. Eu..."

Ela fez uma longa pausa, como se incomodada por algo.

"Eu... Eu vou tentar me manter por perto. Assim posso te ajudar a sair de lá o quanto antes assim que souber que você desmaiou. A primeira vez pode ser realmente complicada..."

...Ela sacudiu a cabeça para se recompor. Houve um momento de silêncio e então... Ela bateu com um punho fechado na outra palma da mão aberta, como se estivesse lembrado de algo.

"Oh, certo... Tem algumas poucas pessoas que sabem da minha... Situação especial. Uma delas consegue ir até o outro lado também... Apesar dela não possuir a proteção da carta. Então ela entende mais ou menos o que estive passando." ela pausou um momento "... Talvez... Eu possa apresentar vocês em outra oportunidade? Eu acho que os serviços deles seriam tremendamente úteis para você agora... E eles precisam de ajuda no que diz a respeito desse mundo também. Se... Não for pedir demais." ela falou, incerta.



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Sex Mar 15, 2013 2:58 pm

- ...Certo. Eu não aguento mais ficar com tudo isso entalado na garganta, também. - Chouko se endireitou e começou a falar num tom impassível, como um militar se reportando. Ou um funcionário de seu pai... se bem que Ryou nem via muita diferença entre ambos.

- ...Por falta de um nome, eu chamo aquele lugar de 'pesadelo'. Você vai ser forçado ter sua primeira visita naquele lugar qualquer dia desses... Após desmaiar. Portanto, o nome. E sim, essa é naturalmente a causa dos nocautes em massa que tem acontecido por toda a cidade. - ela pareceu meio desconfortável, mas continuou - Se trata de uma réplica da cidade de Naniwa. A diferença básica entre as duas é que em uma delas os prédios parecem que vão cair se você assoprar com força suficiente. - Pausa dramática. - Sem água, sem eletricidade... E nem tente levar equipamento eletrônico. Eles piram dentro daquele lugar. Essa sua carta é a única coisa que pode te proteger da morte derradeira lá dentro. Eu recomendo que você costure ela na sua pele, se conseguir. Você perde ela por lá, pode ir dizendo bye-bye de vez. Oh sim, e naturalmente... Tem as sombras... - ela afilou os olhos, com um sorriso cruel que fez Ryou, desagradavelmente, se lembrar de Skeith. Ele fez uma careta. - Eu sei tanto o quanto você sobre elas, ou o porquê delas estarem lá, mas uma coisa que eu posso falar de certeza é que nenhuma delas merece muito estar viva. Elas vão tentar matar qualquer coisa que se mova na primeira oportunidade. Incluindo gente inocente que vai parar por lá. Quanto à aparência delas... Eu não tenho como te descrever. Pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Desde felinos, humanóides até o godzilla. Mas de uma maneira geral, eles sempre morrem derretendo em uma substância preta. Eu não recomendaria encostar muito... Eu não tentei e não quero tentar. - ela fez uma careta de nojo.

- E quanto à sua última pergunta... De novo. - ela apontou para a carta, que ainda mostrava a face que ela via branca. - Eu recomendo você manter isso por perto. No meu caso, eu ganhei algum tipo de... Guardião, eu imagino. Uma criatura que me ajuda a sobreviver no pesadelo. Eu nunca vi outra pessoa além de mim passando por essa situação, então eu creio que seja esperar para ver. - ela segurou a própria carta por um segundo. - Mas definitivamente, não se separe dela. Eu...

Essa pausa foi longa. Chouko pareceu incomodada com isso. Mas completou.

- Eu... Eu vou tentar me manter por perto. Assim posso te ajudar a sair de lá o quanto antes assim que souber que você desmaiou. A primeira vez pode ser realmente complicada... - Chouko sacudiu a cabeça para se recompor. E bateu uma mão fechada na palma da outra, como se lembrasse de algo.

- Oh, certo... Tem algumas poucas pessoas que sabem da minha... Situação especial. Uma delas consegue ir até o outro lado também... Apesar dela não possuir a proteção da carta. Então ela entende mais ou menos o que estive passando. - Pausa. - ... Talvez... Eu possa apresentar vocês em outra oportunidade? Eu acho que os serviços deles seriam tremendamente úteis para você agora... E eles precisam de ajuda no que diz a respeito desse mundo também. Se... Não for pedir demais. - concluiu, meio incerta.

Ryou deu um sorriso. Se aproximou de Chouko de modo que as pontas dos narizes dos dois se tocassem. Ele podia ouvir o som da respiração dela e olhou no fundo de seus olhos. Ryou pôs uma de suas mãos na nuca de Hideyoshi (ele escondeu a sensação de que levou um choque de um milhão de volts ao encostar nela) e disse, com uma voz estranhamente macia:

- Acho que, depois de tudo o que ocorreu, o mínimo que posso fazer é te ajudar... não, Chouko-chan?
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Dom Mar 17, 2013 4:20 pm

Ele levou um momento para responder para responder à minha pergunta. Eu não conseguia enxergar direito na luz fraca que saia do poste fora da janela... Mas ele parecia estar sorrindo. Do quê, eu não fazia ideia. Eu estava sendo o mais séria possível a respeito da situação. Para ele, era uma questão de vida ou morte. Eu mal sabia como havia sobrevivido à minha primeira experiência, e certamente não ia arriscar o pescoço de outra pessoa por me esquecer de alguma coisa, então comecei a falar o que me vinha à cabeça na ordem que os pensamentos surgiam.

Concluí uma pergunta e encarei um aparelho emitindo um beep ao canto da sala, monitorando meus batimentos, enquanto eu pensava se tudo o que eu havia falado havia feito algum sentido. Era tanta coisa... E eu achava que estava me esquecendo de algo.

Mas o quê? Minha mente entrou em branco por um momento. Sabendo que forçar o pensamento não ia adiantar, eu tentei relaxar observando o contador eletrônico num canto... Minha memória devia voltar a funcionar em breve. Yup.

... Alguma coisa gelada e longa cruzou por trás da minha nuca.
- ...Acho que, depois de tudo o que ocorreu, o mínimo que posso fazer é te ajudar...
Wha...?
Eu virei o rosto por reflexo com o contato e meu nariz encostou no dele quando o fiz.
- ...Não, Chouko-chan? - ele falou num tom de voz baixo, à alguns milimetros de meu rosto.
...Que dia-...?
- ... - Uma mão minha se levantou rapidamente e cobriu-lhe o rosto, pondo um fim ao súbito e desconfortável contato. Eu segurei a respiração forçadamente para me acalmar. Próximo da cama, cardiômetro que havia enlouquecido por um segundo com o susto voltava a apitar no ritmo normal. - ...Não. Brinque. Sobre. Isso. - minha voz desceu a temperatura ambiente um par de graus celcius. Eu dei um breve empurrão em Ryou como um aviso, mas nada mais. Ele me encarou de volta, e eu me perguntei brevemente o que estava se passando na cabeça dele... Ele era acostumado a fazer esse tipo de coisa? .... Bem, eu não. Sacudi a cabeça em negativo por um momento antes de voltar a conversar num tom de voz bem mais amigável - ...Olhe, se você fosse outra pessoa, eu teria começado a fazer objetos voarem por aqui. Mas eu preciso de você inteiro. Nós dois precisamos... E um monte de gente precisa de nós mais ainda. Eu tentaria te ajudar mesmo que você fosse alguém extremamente difícil de se conviver, apenas porque tem muito mais gente dependendo do que nós fizermos... Mas se você quer o meu respeito como amiga, é melhor começar a agir como se merecesse. Trabalho, trabalho, amigos à parte. - eu falei a última frase como se aquilo fosse final. Olhei ao redor, e então me lembrei que não tinha meu celular comigo. Droga, de novo. Saí da cama e comecei a investigar as gavetas pelo quarto. - Você quer me chamar de Chouko-chan então certo. Eu não me importo. Nunca fui grande fã de honoríficos exceto em raras situações... Oh, tem um. Bom. *se vira* Eu posso te chamar de Ryou, certo? - finalmente, achei uma revista velha de fofocas do hospital (...provavelmente para os pacientes que ficavam muito tempo aqui. Yuck.) e uma caneta usada. - Eles sempre tem algum tipo de papel nos quartos com alguma coisa genérica para distrair os pacientes. eu falei casualmente andando até o lugar aonde eu estava antes e voltando a me sentar outra vez na cama.

Folhe-ei rapidamente as páginas até enfim achar uma página não tinha grandes propagandas ou texto escritos. Eu despreocupadamente rasguei um pedaço do fundo azul de uma das propagandas e comecei a rabiscar algo. - Aqui. - eu entreguei uma folha para ele. - Meu contato. Tem o meu número de celular e o endereço do restaurante em que trabalho.

OFF:
*Você obteve a informação de contato de Hideyoshi Chouko!*
( https://youtu.be/glu5wr5LRm4?t=1m49s )
XD
Se você quiser contatar Chou com Ryou, você pode usar o quadro 'Comunicação entre Personagens' em 'Internet'. No caso, você pode telefonar.

ON:
- Me dê um toque o quanto antes para que eu possa anotar o seu número. - eu voltei a me sentar direito na cama, jogando a revista velha na mesa de cabeceira, antes de voltar a encarar ele de novo.
... Um borbulhar estranho começou a se formar dentro de mim. Que coisa. Talvez houvesse alguma chance para toda essa gente. E talvez, só talvez, aquele tempo todo gasto do meu cotidiano estivesse prestes a ser útil para algo. E... Diabos, talvez eu conseguisse até dormir direito, para variar.

Aquilo parecia no fundo algo para se comemorar afinal. Um pequeno passo para o fim daquele caos. Eu desisti de lutar contra um sorriso pequeno de contentamento.
... Era esperança, aquilo crescendo como uma bolha em meu peito? Sensação engraçada.
- ...Parceiros? - estendi a mão.



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Dom Mar 17, 2013 5:11 pm

- ... - uma das mãos dela desfez o contato, ao passo que o monitor cardíaco voltava ao seu normal - ...Não. Brinque. Sobre. Isso. - a voz de Chouko parecia ter abaixado a temperatura uns bons dois ou três graus. Ela também deu um pequeno empurrão em Misaki, como um aviso, mas foi só. Entendendo o recado, o portador do Arcano XIII se afastou uns bons 30 centímetros e a encarou de volta. Não estava prestando atenção em nenhum pensamento especial.

- ...Olhe, se você fosse outra pessoa, eu teria começado a fazer objetos voarem por aqui. Mas eu preciso de você inteiro. Nós dois precisamos... E um monte de gente precisa de nós mais ainda. Eu tentaria te ajudar mesmo que você fosse alguém extremamente difícil de se conviver, apenas porque tem muito mais gente dependendo do que nós fizermos... Mas se você quer o meu respeito como amiga, é melhor começar a agir como se merecesse. Trabalho, trabalho, amigos à parte. - a última frase tinha um tom categórico. Chouko pulou da cama e procurou alguma coisa bem rápido. Não encontrando, começou a vasculhar as gavetas. - Você quer me chamar de Chouko-chan então certo. Eu não me importo. Nunca fui grande fã de honoríficos exceto em raras situações... Oh, tem um. Bom.- ela se virou- Eu posso te chamar de Ryou, certo?

- Pode sim. Odeio quando me chamam de "Misaki". Parece que é um figurão falando com meu pai. - a última frase foi dita e acompanhada de uma careta de nojo. Viu que ela levava uma daquelas revistas de fofoca que Ai Misaki tanto adorava ler quanto aparecer. Mas a edição era velha, devia ser do ano anterior. Ryou não pôde evitar uma careta de nojo ao ver a sua mãe na capa.

- Eles sempre tem algum tipo de papel nos quartos com alguma coisa genérica para distrair os pacientes. - ela disse, voltando ao lugar onde estava antes e tornando a se sentar na cama. Folheou a revista até achar uma propaganda sem grandes textos ou imagens. Rasgando um pedaço do papel, anotou algo e passou a Ryou.

- Aqui. Meu contato. Tem o meu número de celular e o endereço do restaurante em que trabalho.

Misaki guardou o papel num dos bolsos internos de seu casaco, depois de uma lida rápida no conteúdo.

- Me dê um toque o quanto antes para que eu possa anotar o seu número. - ela disse, jogando a revista na mesa-de-cabeceira sem nenhum cuidado (para a nossa alegria de Ryou) e voltando a encará-lo.

- ...Parceiros? - ela disse, após um breve silêncio, um pequeno sorriso e estendendo a mão.

- Parceiros.- sorriu Misaki, apertando a mão dela.

Depois que o aperto se desfez, Ryou ficou olhando para Chouko por um minuto... dois... três... Quando uma luz explodiu em sua cabeça. Ele notou algo que já devia ter notado, quando Chouko lhe explicou sobre o Pesadelo

A expressão de surpresa dele não foi contida de nenhum modo. Os olhos arregalados dele, junto com a boca semiaberta já denotavam que ele estava raciocinando a uma velocidade tão alta que um ser humano já teria fundido seu cérebro a muito tempo.

"Será que...?
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Dom Mar 17, 2013 6:40 pm

-Parceiros.- sorriu Misaki, apertando a mão dela.

Bem, parecia decididamente uma virada para o melhor, pensei. Eu devia contatar o pessoal da clínica o quanto antes e contar a novidade. Talvez excluindo a parte que quase havia acontecido um homicídio essa manhã por conta de uma provável persona fora de controle... Se bem que... Sensei, provavelmente já teria percebido algo... Oh droga, eu ia ouvir amanhã assim que me recuperasse...

Foi aí que eu percebi que Misaki ainda não havia soltado minha mão fazia algum tempo.

A expressão dele estava um bocado estranha, também. Ele estava olhando para mim? Instintivamente, eu virei o pescoço e espiei por trás, esperando ver alguma coisa espreitando encarrapitada na cabeceira da cama, mas não havia nada. Eu voltei a me virar para o garoto.

- ... Ryou-kun? - o nome soou um pouco estranho na minha boca na primeira vez. Ele não respondeu e seguiu me encarando, como se não tivesse percebido.
- ...Ookay... Qual é a da epifany-face? - Eu pisquei, um pouco preocupada. Eu estava pronta para qualquer coisa depois do que estava me acontecendo nos últimos meses, mas não sabia muito bem como reagir com outra pessoa envolvida na equação. Aquilo era novo para mim. Levantando a outra mão na frente dos olhos deles eu dei um audível estalo com os dedos. - Ooooi... Alguém aí?



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Dom Mar 17, 2013 7:24 pm

- ... Ryou-kun? - Chouko perguntou, meio preocupada, mas Misaki não ouviu. Estava a mil. Só escutava o som de suas engrenagens cerebrais girando à toda.

- ...Ookay... Qual é a da epifany-face? - Novamente, Ryou ingorou Chouko. Só voltou a si depois de um "Ooooi... Alguém aí?" e um estalo bem audível com os dedos.

- Chouko, descobri uma forma de sabermos mais sobre o... Pesadelo. - disse, mal contendo a euforia de estar sendo útil.

Ele se retesou, para explicar a teoria:

- Se o Skeith for uma espécie de "guardião"... - ele ilustrou a palavra com aspas, do mesmo modo que antes -... então ele deve saber algo sobre o Pesadelo!

(...)

- Ora, vamos perguntar a ele.

---

Spoiler:

(...) : Espaço para interpretação livre. Pó narrar sá parte à vontade. XD
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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Dom Mar 17, 2013 7:46 pm

- Chouko, descobri uma forma de sabermos mais sobre o... Pesadelo. - disse, mal contendo a euforia de estar sendo útil.
- Eh? - ela fez uma expressão de súbito interesse, ajustando-se na cama para olhá-lo direito. Ele se endireitou também e...

- Se o Skeith for uma espécie de "guardião"... - ele ilustrou a palavra com aspas, do mesmo modo que antes -... então ele deve saber algo sobre o Pesadelo!
- ...
Chouko podia jurar que ouviu um corvo voando lá fora. E ele estava dizendo... Aho, aho!*
- Baaaaaka, não acha que eu já tentei isso com o meu também? É inútil... - eu senti a excitação dentro de mim desinflar. - O máximo que eu descobri é que o guardião que responde à você é formado de acordo com sua pessoa. Personalidade, se preferir. Justamente, pelo fato de nós não sabermos de nada sobre o assunto... Eles também não.

- Ora, vamos perguntar a ele. - ele insistiu de novo.
- ... Você só vai conseguir fazer isso direito do outro lado. Aqui, eles pouco mais fazem do que se intrometer em nossos pensamentos quando acham apropriado... O seu saiu de controle na escola provavelmente porque você nunca usou ele antes. Isso deve parar mais tarde... Espero. Também, forçar uma conversa com eles consume um bocado de energia. E como você nunca sequer... Usou ele no Pesadelo antes, eu não faço ideia do que possa acontecer com você. - eu cocei a cabeça - Também, se ele for do tipo orgulhoso, eu duvido que ele vá responder... A menos que você proponha algo em troca com ele. No meu caso... Itzi só fala comigo quando ela tem algo a filosofar ou está com vontade de caçar alguma coisa.

Misaki mirou-me por um instante, refletindo. - ...Não me pergunte o nome dela inteiro. Eu não conseguiria pronunciar pela vida em mim.
Eu me apoiei para trás.
"Mas bem, se você ainda quer falar com a... Coisa, vá em frente. Eu não vejo o que temos a perder, afinal de contas e é uma oportunidade tão boa como qualquer outra para você ir se acostumando. Embora você seja o único que vá conseguir ouvir alguma coisa. Se ele quiser responder, é claro..."

*Aho, Aho!: O som que corvos fazem, segundo onomatopéia japonesa. Corvos aparecendo no fundo de cenários são muito utilizado em cenas de animes/mangás quando alguém fala/faz algo estúpido. Justamente porque o som 'aho' lembra o som da palavra 'idiota' em japonês.



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Dom Mar 17, 2013 8:14 pm

Chouko pareceu excitada por um instante. Até ouvir a teoria de Ryou.

- Baaaaaka, não acha que eu já tentei isso com o meu também? É inútil... - ela pareceu desanimar- O máximo que eu descobri é que o guardião que responde à você é formado de acordo com sua pessoa. Personalidade, se preferir. Justamente, pelo fato de nós não sabermos de nada sobre o assunto... Eles também não.

Ryou insistiu.

- ... Você só vai conseguir fazer isso direito do outro lado. Aqui, eles pouco mais fazem do que se intrometer em nossos pensamentos quando acham apropriado... O seu saiu de controle na escola provavelmente porque você nunca usou ele antes. Isso deve parar mais tarde... Espero. Também, forçar uma conversa com eles consume um bocado de energia. E como você nunca sequer... Usou ele no Pesadelo antes, eu não faço ideia do que possa acontecer com você. - ela coçou a cabeça- Também, se ele for do tipo orgulhoso, eu duvido que ele vá responder... A menos que você proponha algo em troca com ele. No meu caso... Itzi só fala comigo quando ela tem algo a filosofar ou está com vontade de caçar alguma coisa.

Ryou olhou para ela, confuso. "Itzi...?

- ...Não me pergunte o nome dela inteiro. Eu não conseguiria pronunciar pela vida em mim.

Ela se reclinou.

- Mas bem, se você ainda quer falar com a... Coisa, vá em frente. Eu não vejo o que temos a perder, afinal de contas e é uma oportunidade tão boa como qualquer outra para você ir se acostumando. Embora você seja o único que vá conseguir ouvir alguma coisa. Se ele quiser responder, é claro...

- Não. - ele sorriu. - Você é que vai perguntar.

(...)

- É assim: Skeith é um shinigami que adora ceifar almas, (embora ele só mate as pessoas, mas ignoremos esse detalhe...) então, se ele tá preso dentro da minha cabeça, ele precisa de um corpo, entendeu? Foi o que aconteceu hoje mais cedo. Eu preciso mantê-lo sob rédea curta ou ele escapa e vai destruindo tudo no seu campo de visão. Então, eu deixo ele me possuir, mas você vai mantê-lo sob controle e vai perguntar sobre o Pesadelo e talz. Ele pode até falar algo pra mim, mas ele deve estar com raiva de mim pois eu cortei o seu barato (ainda bem, ou eu seria fichado por homicídio e minha carreira no Heavy Metal estaria arruinada). Mas, se você perguntar, Chouko, ele deve responder, já que você tipo que motivou ele a sair um pouco. E você não cortou o barato dele, então deve dar certo. - Ryou sorriu. Se sua teoria estivesse certa, poderiam descobrir um pouco mais sobre o Pesadelo.

- Ah! - ele deu tapa na própria testa- O Skeith gosta de ser bajulado. Ele é orgulhoso demais, então o elogie bastante e peça as respostas como se ele fosse "O Maioral", sacou? Skeith é psicopata, mas tem um ego quase tão grande (se não maior...) que a sede de sangue que tem.

(...)

Ryou se concentrou. Pôs as mãos em cima dos joelhos, limpou a mente e fechou os olhos.

"Venha.", sussurrou baixinho, de modo que era difícil de se ouvir, até para ele.

"Venha!", ele disse mais alto. Podia ver, mentalmente, os três olhos vermelhos do ceifador.

"Eu estou bem aqui!!" - foi quase um grito. Enxergava o contorno do ceifeiro: sua foice, os chifres, o buraco em sua cintura...

"SKEEEEIIITHH!!", o grito foi inevitável. Com alguma sorte, o quarto de Chouko era à prova de som. Caso contrário...

Os olhos se abriram. Mas não eram mais azul-turquesa.

Eram de um vermelho vivo, intenso e lunático.

- O que foi? Por que fui chamado? - a voz era essencialmente de Ryou, mas era possível ouvir a tonalidade caótica e destrutiva por baixo.

Skeith fora chamado.

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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ammy em Dom Mar 17, 2013 9:40 pm

- Não. - ele sorriu. - Você é que vai perguntar.
- ... Wait, eu vou o quê?
- É assim: Skeith é um shinigami que adora ceifar almas, (embora ele só mate as pessoas, mas ignoremos esse detalhe...) então, se ele tá preso dentro da minha cabeça, ele precisa de um corpo, entendeu? Foi o que aconteceu hoje mais cedo. Eu preciso mantê-lo sob rédea curta ou ele escapa e vai destruindo tudo no seu campo de visão. Então, eu deixo ele me possuir, mas você vai mantê-lo sob controle e vai perguntar sobre o Pesadelo e talz...

Ele seguiu falando sobre Skeith como se o curto encontro com ele naquele dia tivesse feito com que os dois tivessem virado antigos rivais que se conheciam uma vida toda. Eu sequer me dei ao trabalho de perguntar como. Eu sabia como, mesmo que não conseguisse explicar bem o porquê. Na primeira vez que Itzy havia respondido à mim... Eu já sabia tudo que havia de saber sobre ela. Como ela pensava. Como ela lutava. Como ela reagia.

Eu era ela. E ela era eu. Nós não podíamos sobreviver sem a outra.

- Ah! - ele deu tapa na própria testa- O Skeith gosta de ser bajulado. Ele é orgulhoso demais, então o elogie bastante e peça as respostas como se ele fosse "O Maioral", sacou? Skeith é psicopata, mas tem um ego quase tão grande que a sede de sangue que tem.
Eu permaneci encarando ele incrédula por um instante.
Eu tinha que elogiar a...?
- ... Você sabe - eu comecei lentamente - O quão bizarro é ouvir você dizendo que tem algo assim escondido dentro de você, certo? - eu ri baixinho. Na pior das hipóteses, eu teria que correr até a enfermaria e mumificar Ryou com esparadrapo e gaze até aquela coisa ficar bem calminha. Ou... Oh certo. Eu tenho uma bolsa de anestésico no quarto. E agulhas. Isso também funciona. Processando a idéia de ficar sozinha com uma criatura assassina e fora de controle dentro do meu quarto... Eu senti Itzpapalotl chiar baixo, mas ela não protestou.
- Soa perigoso... Estou dentro. Só me dê um momento para me posicionar direito.
Eu me pus em pé, a meio caminho entre a cama e a porta.
- ... Certo. Quando quiser.
Houve uma pausa longa. Ryou parecia estar se concentrando em algo. Ele resmungou alguma coisa para si mesmo, imóvel, enquanto eu aguardava algum progresso. Eu não tinha muita certeza se ele possuía alguma noção de tempo naquele estado, mas ele passou um longo período sem fazer um único ruído...
"Venha!" ele subitamente disse. "Eu estou bem aqui!!"
Eu pisquei.
Ele estava provocando a própria persona?
"Skeeeeeeeiiiiithhh!" ele começou a berrar. Droga, se aquela enfermeira ouvir alguma coisa a tentativa não vai durar meio minuto! Corri até onde ele estava e tapei-lhe a boca, cortando o grito pela metade. Por favor não ouça, não ouça... Não...
- O que foi? Por que fui chamado?
- UWA! - Eu dei um pulo para trás. Os olhos de Mizaki não eram mais azuis... Eram de um vermelho que me lembrava terrivelmente sangue. - O-Oh. Você é... O ceifeiro Skeith... (...) - eu tentei articular a palavra o melhor que pude, pondo uma certa ênfase na palavra ceifeiro. Dentro da minha cabeça, Itzi não fazia idéia de quem ele era. Ookay, nada de ajuda ou info... Ela provavelmente saberia melhor do que eu como woooho alguém dado a sua... história. *chiado metálico* Mas parece que eu vou ter que improvisar um começo de conversa.

Mas como raios alguém fala com...?
- ...Então, muito em breve Ryou e eu vamos ter a chance de caçar algumas coisas... Em um lugar não muito amigável aos mortais que nós chamamos de Pesadelo. - Eu não tinha muita certeza, mas aquelas criaturas pareciam definitivamente terem algum tipo de alma... Ainda que primitivas. - Eu ouvi falar que você é bom nesse tipo de coisa também. Destruiu aquele cara na moto e tudo. Eu vi. - eu olhei ao redor, tentando desesperadamente pensar em algo para perguntar -Entãooo... *pausa* Eu queria perguntar se você está interessado em se juntar à festa. Você sabe. Seria uma falta de educação não convidar a própria morte para participar de uma carnificina.
...Pelas barbas ruivas de um Leprechaun saltitante, o que eu estou dizendo?



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Re: (Clube de Artes) O Quadro (Ryou, Chouko)

Mensagem por Ryou Misaki em Seg Mar 18, 2013 1:14 pm

Skeith esperava tomar o corpo de Ryou, sim. Mas nunca esperava ser invocado voluntariamente. Muito menos ver a garota que abriu a brecha para que ele escapasse. Ela devia estar em cima dele há uns dois segundos, mas quando ele abriu os olhos, ela deu um pulo hilário para trás, assustada.

- UWA! - a interjeição era bem essa - O-Oh. Você é... O ceifeiro Skeith... - a ênfase agradou o shinigami.

Daí ela se perdeu em explicações básicas sobre algo que ela desconhecia (foi razoável, na avaliação dele.)

- ...Então, muito em breve Ryou e eu vamos ter a chance de caçar algumas coisas... Em um lugar não muito amigável aos mortais que nós chamamos de Pesadelo. - ela pareceu meio incerta. Skeith assentiu. - Eu ouvi falar que você é bom nesse tipo de coisa também. Destruiu aquele cara na moto e tudo. Eu vi. - o sorriso feroz dado pelo ceifeiro denotava um prazer sujo e quase obsceno. Ele gostou de ouvir aquilo. - Entãooo... *pausa* Eu queria perguntar se você está interessado em se juntar à festa. Você sabe. Seria uma falta de educação não convidar a própria morte para participar de uma carnificina.

- Bem... se vocês vão ao Pesadelo, já notei que querem saber mais sobre aquele lugar. Sei um pouco sobre lá e sobre os Shadows... e então, o que querem saber?
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